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Críticas, resenhas, artigos e listas
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Crítica | Minha melhor amiga (2026) - a crônica deficiência da comédia brasileira
Crise de meia-idade, uma mãe solteira às voltas com questões afetivas, outra enfrentando impasses conjugais, filhas adolescentes a caminho da Europa para estudar. Juntas, as mães Clara e Júlia – Ingrid Guimarães e Mônica Martelli – decidem visitar um cartão-postal europeu, Lisboa, para escapar da trivialidade de suas vidas e se permitir novas experiências. Na capital portuguesa, conhecem belas personagens masculinas, meticulosamente construídas a partir do arquétipo do bon vi


Crítica | Coyote Vs ACME (2026) - É preciso imaginar o Coyote feliz
A aproximação entre o eterno perseguidor do Papa-Léguas e o Sísifo de Albert Camus é quase inevitável. Ambos estão condenados a repetir uma tarefa que jamais chega à sua conclusão: um empurra sua pedra até o alto da montanha apenas para vê-la cair; o outro elabora planos, encomenda produtos da ACME e prepara armadilhas que invariavelmente se voltam contra ele. Depois da queda, resta aos dois apenas retornar ao princípio.


Crítica | A Odisseia (2026) - uma grande odisseia, mas não homérica
Adaptar A Odisseia, de Homero, constitui um grande desafio. Mais do que uma narrativa de aventuras, o poema épico é uma síntese da visão de mundo da Grécia Arcaica, na qual heroísmo, religiosidade, destino e intervenção divina articulam-se de maneira inseparável. Ao longo de quase três milênios, a obra permaneceu como um dos pilares da tradição literária ocidental, influenciando incontáveis produções artísticas e consolidando um imaginário que ultrapassa os limites da Antigui


Crítica | O Convite (2026) - quando o desejo revela o vazio
Há filmes que utilizam o sexo como provocação. Outros o transformam em espetáculo. O Convite faz algo mais interessante: utiliza o desejo como porta de entrada para discutir aquilo que realmente corrói um relacionamento: o ressentimento, a rotina e a incapacidade de comunicação. Sob a aparência de uma comédia sobre um casal liberal que convida os vizinhos para um jantar aparentemente inofensivo, Olivia Wilde constrói uma obra que fala muito menos sobre sexo do que sobre intim


Crítica | Dia D (2026) - quando Spielberg olha para o desconhecido, mas encontra velhas respostas
Crítica | Dia D (2026) quer falar sobre uma descoberta que mudaria a humanidade. No fim, talvez a maior descoberta seja outra: até os maiores criadores precisam encontrar novas formas de olhar para aquilo que já viram antes.


Crítica | Mestres do Universo (2026) - fidelidade e a autossabotagem
Crítica | Mestres do Universo (2026) é o primeiro filme da franquia centrada em He-Man desde Masters of the Universe (1987), adaptação estrelada por Dolph Lundgren. Diferentemente daquele longa, que transferia grande parte da ação para a Terra como consequência das limitações orçamentárias, a nova produção investe pesadamente na construção visual de Eternia, o mundo fantástico que serve de cenário às aventuras do herói.


Crítica | Todo Mundo em Pânico 6 (2026) - o retorno do besteirol ainda sob controle
Crítica | Todo Mundo em Pânico 6 (2026) é, de fato, superior à maior parte das continuações lançadas ao longo dos anos. Ainda assim, está distante daquilo que sua campanha publicitária prometia. O filme não se aproxima da ousadia nem da capacidade de subversão presentes no original. Embora apresente um número considerável de piadas ofensivas e politicamente incorretas, a sensação predominante é de cautela.


Crítica | Obsessão (2026) - a nova tendência do terror contemporâneo
Crítica | Obsessão (2026) parte de uma premissa aparentemente simples: o jovem Bear utiliza um objeto sobrenatural para fazer com que Nikki se apaixone por ele. O desejo funciona, mas de maneira monstruosa. Nikki deixa progressivamente de agir como uma pessoa real e passa a existir como manifestação grotesca da carência afetiva e da fantasia de controle do protagonista. Seu amor deixa de ser afeto para se transformar em dependência absoluta, invasão e violência emocional.


Crítica | Michael (2026) - entre a estetização performática e a rarefação dramática
Michael, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, configura-se como o mais recente êxito de bilheteria no circuito exibidor internacional, fato pouco surpreendente em virtude da magnitude simbólica do nome biografado. Não obstante, a narrativa fílmica restringe-se aos primeiros trinta anos de vida do músico; e, embora tal recorte temporal sugerisse uma abordagem mais detida e minuciosa desse período inaugural, o que se observa é precisamente o oposto.


Crítica | O Drama (2026) - entre o segredo e o julgamento: moralidade, passado e ego
Crítica | O Drama (2026) que se inicia como um romance de aparência simples, converte-se gradativamente em uma densa e intrincada rede de pensamentos que se encadeiam uns aos outros, segundo uma lógica de causa e efeito, acumulando-se até sufocar o casal protagonista.


Crítica | Manas (2024)
Crítica | Manas (2024) segue a jornada de Marcielle, nome que é a junção de Marcílio e Danielle, seus pais e serve também como carma da personagem vivida por Jamilli Correa, já que a dor que a acompanha é fruto da inércia da mãe e da crueldade travestida de virtude do pai.


Crítica | O Colosso de Rodes (1961)
Crítica | O Colosso de Rodes (1961) é uma adaptação livre que aborda o evento geológico que destruiu a colossal Estátua do deus Hélio, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, obra essa mais conhecida pelo nome que dá título ao filme.


Crítica | Nuremberg (2026)
Crítica | Nuremberg (2026) surge com a proposta principal de abordar a relação entre Hermann Göring, marechal do Reich Alemão, e Douglas Kelley, psiquiatra responsável por avaliar líderes nazistas e que fica obcecado em compreender os motivos do Nacional Socialismo através de Göring. Dessa forma, já em sua premissa, Nuremberg situa-se em uma zona pouco explorada da política global dos anos 40.


Crítica | Devoradores de Estrelas (2026)
Devoradores de Estrelas, ficção científica estrelada por Ryan Gosling, acompanha um professor de ciências e biólogo, Ryland Grace, que se torna responsável por uma missão espacial destinada a salvar a Terra, ameaçada por uma misteriosa ocorrência de origem cósmica. No entanto, para que a missão se concretize, Grace precisa aceitar a própria morte.


Crítica | O Príncipe das Sombras (1987)
Crítica | O Príncipe das Sombras (1987) , que narra a história de um Padre - apenas chamado dessa forma - interpretado por Donald Pleasence, que descobre com a morte do antigo protetor dos segredos da Ordem dos Guardiões dos Sonhos


Crítica | Nostalgia (1983)
Crítica | Nostalgia (1983) é um dos mais complexos trabalhos de Tarkovsky, é também o retrato mais íntimo do diretor e o confronto definitivo entre Andrei e Tarkovsky, entre o homem e o artista e as aspirações de ambos que se veem em choque diante da sufocante burocracia estatal. Nostalgia é o filme que marca definitivamente a ruptura entre Tarkovsky e o Revisionismo Soviético e inicia uma jornada de exílio auto-proposto, em nome de salvar sua arte de burocratas que não a com


Crítica | A Dama da Lotação (1978)
Crítica | A Dama da Lotação (1978) é um filme que poderia entregar mais, narrativamente falando, ainda mais considerando o material de Nelson – onde a complexidade psicológica da protagonista é substituido pelo simples choque do sexo e as relações extraconjugais nuanceadas são limitadas a cenas esparsas e de peso reduzido dentro da lógica narrativa, com exceção dos personagens próximos ao esposo Carlinhos- além obviamente do histórico complexo e subversivo da cinematografia d


Crítica | Cara de um, Focinho do Outro (2026)
A obra alcança um equilíbrio raro entre o lúdico e o dramático. Ao evitar a exposição excessivamente literal de suas mensagens, opta por uma construção que privilegia as entrelinhas, confiando na experiência do espectador como espaço de significação. Nesse sentido, aproxima-se de um modelo mais elevado de animação, no qual a aprendizagem emerge da vivência da personagem, e não de enunciados pedagógicos diretos.


Crítica | Missão Refúgio (2026)
Missão Refúgio, dirigido por Ric Roman Waugh e estrelado por Jason Statham, apresenta-se como mais um exemplar recente do cinema de ação industrial, estruturado a partir de uma premissa funcional e orientado prioritariamente pela eficácia de suas sequências.


Crítica | A Noiva (2026)
A Noiva, dirigido por Maggie Gyllenhaal, parte de uma premissa promissora: revisitar o mito criado por Mary Shelley e ambientá-lo na Chicago dos anos 1930. Na trama, o monstro de Frankenstein – que se autonomeia também Frankenstein – pede à Dra. Euphronius que crie uma companheira. Ao reanimar uma jovem recentemente morta, surge a Noiva, encaminhando a narrativa para um romance violento, caótico e potencialmente subversivo. Na prática, porém, o filme raramente sustenta essa p
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