top of page

Críticas, resenhas, artigos e listas
Buscar


Crítica | A Odisseia (2026) - uma grande odisseia, mas não homérica
Adaptar A Odisseia, de Homero, constitui um grande desafio. Mais do que uma narrativa de aventuras, o poema épico é uma síntese da visão de mundo da Grécia Arcaica, na qual heroísmo, religiosidade, destino e intervenção divina articulam-se de maneira inseparável. Ao longo de quase três milênios, a obra permaneceu como um dos pilares da tradição literária ocidental, influenciando incontáveis produções artísticas e consolidando um imaginário que ultrapassa os limites da Antigui


Crítica | O Convite (2026) - quando o desejo revela o vazio
Há filmes que utilizam o sexo como provocação. Outros o transformam em espetáculo. O Convite faz algo mais interessante: utiliza o desejo como porta de entrada para discutir aquilo que realmente corrói um relacionamento: o ressentimento, a rotina e a incapacidade de comunicação. Sob a aparência de uma comédia sobre um casal liberal que convida os vizinhos para um jantar aparentemente inofensivo, Olivia Wilde constrói uma obra que fala muito menos sobre sexo do que sobre intim


Crítica | Toy Story 5 (2026) - a infância diante das telas e o desafio de continuar imaginando
Crítica | Toy Story 5 (2026) talvez não seja o capítulo mais marcante da série, mas é um dos mais conscientes sobre o momento histórico em que existe. O filme entende que brinquedos nunca foram realmente sobre brinquedos: sempre foram sobre as pessoas que precisam deles.


Crítica | Dia D (2026) - quando Spielberg olha para o desconhecido, mas encontra velhas respostas
Crítica | Dia D (2026) quer falar sobre uma descoberta que mudaria a humanidade. No fim, talvez a maior descoberta seja outra: até os maiores criadores precisam encontrar novas formas de olhar para aquilo que já viram antes.


Crítica | Mestres do Universo (2026) - fidelidade e a autossabotagem
Crítica | Mestres do Universo (2026) é o primeiro filme da franquia centrada em He-Man desde Masters of the Universe (1987), adaptação estrelada por Dolph Lundgren. Diferentemente daquele longa, que transferia grande parte da ação para a Terra como consequência das limitações orçamentárias, a nova produção investe pesadamente na construção visual de Eternia, o mundo fantástico que serve de cenário às aventuras do herói.


Crítica | Todo Mundo em Pânico 6 (2026) - o retorno do besteirol ainda sob controle
Crítica | Todo Mundo em Pânico 6 (2026) é, de fato, superior à maior parte das continuações lançadas ao longo dos anos. Ainda assim, está distante daquilo que sua campanha publicitária prometia. O filme não se aproxima da ousadia nem da capacidade de subversão presentes no original. Embora apresente um número considerável de piadas ofensivas e politicamente incorretas, a sensação predominante é de cautela.


Crítica | Obsessão (2026) - a nova tendência do terror contemporâneo
Crítica | Obsessão (2026) parte de uma premissa aparentemente simples: o jovem Bear utiliza um objeto sobrenatural para fazer com que Nikki se apaixone por ele. O desejo funciona, mas de maneira monstruosa. Nikki deixa progressivamente de agir como uma pessoa real e passa a existir como manifestação grotesca da carência afetiva e da fantasia de controle do protagonista. Seu amor deixa de ser afeto para se transformar em dependência absoluta, invasão e violência emocional.


Crítica | As ovelhas detetives (2026) - uma fábula existencial
Inspirado na obra Three Bags Full, o longa narra a inusitada jornada de um rebanho de ovelhas cuja rotina pacata é abruptamente desestabilizada após a morte de seu pastor, George. Habituadas a ouvir histórias de mistério narradas por ele durante as noites no campo, as ovelhas passam a interpretar o mundo a partir da lógica investigativa dos romances policiais.


Crítica | O Diabo veste Prada 2 (2026) - nostalgia e liquidez
Uma análise de O Diabo Veste Prada 2 permite observar como a indústria de Hollywood operacionaliza a chamada nostalgização das narrativas. Este processo não é apenas uma repetição, mas uma estratégia estética e mercadológica que busca criar vínculos afetivos imediatos através da reciclagem de elementos do passado.


Crítica | Michael (2026) - entre a estetização performática e a rarefação dramática
Michael, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, configura-se como o mais recente êxito de bilheteria no circuito exibidor internacional, fato pouco surpreendente em virtude da magnitude simbólica do nome biografado. Não obstante, a narrativa fílmica restringe-se aos primeiros trinta anos de vida do músico; e, embora tal recorte temporal sugerisse uma abordagem mais detida e minuciosa desse período inaugural, o que se observa é precisamente o oposto.


Artigo | Vertov, os filmes perdidos e o apagamento da memória cinematográfica
Recentemente aqui na Página, trouxemos uma seleção de filmes para conhecer a obra do Cineasta Soviético Dziga Vertov, a lista porém, compete ao estudo do que restou da obra do cineasta, cuja lista de perdas incluiu basicamente toda a Série Kino-Nedelya, o Volume 12 de Kino Pravda e filmes como A História da Guerra Civil – o mais emblemático dos casos – perdido por praticamente 100 anos, reencontrado em 2021, restaurado e agora com direitos de exibição privados.


Lista | 10 filmes para entender o cinema de Dziga Vertov e o conceito de cine-olho
Abaixo fiz uma lista em ordem cronológica com dez filmes para compreender o cinema de Dziga Vertov e sua câmera-olho


Crítica | O Drama (2026) - entre o segredo e o julgamento: moralidade, passado e ego
Crítica | O Drama (2026) que se inicia como um romance de aparência simples, converte-se gradativamente em uma densa e intrincada rede de pensamentos que se encadeiam uns aos outros, segundo uma lógica de causa e efeito, acumulando-se até sufocar o casal protagonista.


Crítica | Super Mario Galaxy: o Filme (2026)
Crítica | Super Mario Galaxy: o Filme (2026) exemplifica um fenômeno recorrente em blockbusters contemporâneos: a discrepância entre a recepção do público e a avaliação crítica. Enquanto o público demonstrou elevada adesão, impulsionando o desempenho de bilheteria por meio da divulgação orgânica, a crítica especializada apontou que o filme se estrutura predominantemente como uma vitrine de personagens, itens e locações do universo de Super Mario, em detrimento de um desenvolv


Crítica | Manas (2024)
Crítica | Manas (2024) segue a jornada de Marcielle, nome que é a junção de Marcílio e Danielle, seus pais e serve também como carma da personagem vivida por Jamilli Correa, já que a dor que a acompanha é fruto da inércia da mãe e da crueldade travestida de virtude do pai.


Crítica | O Colosso de Rodes (1961)
Crítica | O Colosso de Rodes (1961) é uma adaptação livre que aborda o evento geológico que destruiu a colossal Estátua do deus Hélio, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, obra essa mais conhecida pelo nome que dá título ao filme.


Crítica | Nuremberg (2026)
Crítica | Nuremberg (2026) surge com a proposta principal de abordar a relação entre Hermann Göring, marechal do Reich Alemão, e Douglas Kelley, psiquiatra responsável por avaliar líderes nazistas e que fica obcecado em compreender os motivos do Nacional Socialismo através de Göring. Dessa forma, já em sua premissa, Nuremberg situa-se em uma zona pouco explorada da política global dos anos 40.


Crítica | Devoradores de Estrelas (2026)
Devoradores de Estrelas, ficção científica estrelada por Ryan Gosling, acompanha um professor de ciências e biólogo, Ryland Grace, que se torna responsável por uma missão espacial destinada a salvar a Terra, ameaçada por uma misteriosa ocorrência de origem cósmica. No entanto, para que a missão se concretize, Grace precisa aceitar a própria morte.


Crítica | O Príncipe das Sombras (1987)
Crítica | O Príncipe das Sombras (1987) , que narra a história de um Padre - apenas chamado dessa forma - interpretado por Donald Pleasence, que descobre com a morte do antigo protetor dos segredos da Ordem dos Guardiões dos Sonhos


Crítica | Nostalgia (1983)
Crítica | Nostalgia (1983) é um dos mais complexos trabalhos de Tarkovsky, é também o retrato mais íntimo do diretor e o confronto definitivo entre Andrei e Tarkovsky, entre o homem e o artista e as aspirações de ambos que se veem em choque diante da sufocante burocracia estatal. Nostalgia é o filme que marca definitivamente a ruptura entre Tarkovsky e o Revisionismo Soviético e inicia uma jornada de exílio auto-proposto, em nome de salvar sua arte de burocratas que não a com
bottom of page