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Crítica | O Primata (2025)

  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

Horror funcional


O Primata (2025) é o mais novo filme do cineasta britânico Johannes Roberts, conhecido por uma filmografia significativa dentro do cinema de terror. Marcado por narrativas que privilegiam o claustrofóbico e por acontecimentos rápidos concentrados em situações únicas, o diretor costuma entregar filmes de nicho, com poucas pretensões autorais e sem grande preocupação com a verossimilhança característica, infelizmente, bastante recorrente no gênero.


Crítica | O Primata (2025)

Em O Primata, um grupo de jovens se reúne na casa isolada de um deles, acompanhado de um símio de estimação que, após contrair hidrofobia, passa a atacar seus donos e os demais presentes. Com pouco menos de uma hora e meia de duração, o filme busca intercalar sequências de um terror inquietante e aflitivo com momentos de um terror mais visceral, chegando a flertar com o gore em determinados trechos, o que justifica sua classificaçãoindicativa para maiores de dezoito anos. Essa alternância se mostra funcional ao transformar o longa em um entretenimento eficiente, capaz de manter a atenção até mesmo dos espectadores mais dispersos.

Crítica | O Primata (2025)

Dessa forma, O Primata funciona como um filme ágil, voltado a um público que busca uma história simples e cenas de terror ocasionalmente intensas. No entanto, devido à própria premissa, o longa apresenta certa comicidade não intencional, além de alguns furos narrativos que comprometem sua qualidade geral. Ainda assim, o filme cumpre aquilo a que se propõe, configurando-se como um entretenimento válido para quem procura algo rápido, direto e visceral.


Crítica | O Primata (2025)

 
 

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