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Crítica | A Menina e o Dragão (2024)

  • 6 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de mar.

A grandiosidade e a limitação de um épico


A Menina e o Dragão (Dragonkeeper) é um filme em animação desenvolvido em coprodução entre a China e a Espanha e se baseia na obra A Guardiã do Dragão, da escritora australiana Carola Wilkison, lançada em 2003. O enredo gira em torno da protagonista Ping e de um dragão imperial aprisionado, Danzi. Eles partem em uma aventura contra o exército imperial onde Ping deve buscar dentro de si o poder para salvar os dragões e mudar o seu mundo.

Crítica | A Menina e o Dragão (2024)

                O filme conta com um premissa interessante, porém não muito bem desenvolvida. Ele flutua entre momentos de ação frenética e momentos mais filosóficos e contemplativos, mas falha em todas as suas tentativas. Para um público acostumado com a excelência técnica padrão da Ghibli, Pixar, Dreamworks, Disney e Cartoon Saloon pode ser difícil acompanhar com real interesse toda a jornada de Ping. Um roteiro não muito bem trabalhado, montagem que pouco cria estímulos e uma trilha sonora extremamente automatizada que em momento algum se conecta realmente às cenas são alguns dos vários problemas do filme, tornando a experiência por vezes penosa para um adulto apreciador do gênero.

                No entanto, para o público infantil – que naturalmente possui uma visão menos crítica, o contato com uma outra cultura e uma fantasia com elementos próprios e menos evidentes pode ser algo interessante. Vários aspectos da cultura chinesa estão presentes, ainda que alguns não sejam tão evidentes e isso é importante para uma formação com amplitude cultural.

                Por fim, buscar em A menina e o Dragão uma obra-prima – ou até mesmo um bom filme – pode ser decepcionante, mas ainda que o filme possua várias limitações facilmente percebidas, ele ainda pode ser aproveitado por um público mais inocente.


Crítica | A Menina e o Dragão (2024) - por: Douglas Esteves Moutinho

 
 

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