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Crítica | Pânico 7 (2026)

  • 1 de mar.
  • 2 min de leitura

Retorno ao passado e medo do futuro


Pânico 7 retoma a estrutura clássica da franquia: um assassino assume o manto de Ghostface e passa a aterrorizar a protagonista mais clássica da série e as pessoas ligadas a ela. Desta vez, o cenário é a cidade onde Sidney Prescott tentou reconstruir a própria vida. A aparente estabilidade de sua vida se rompe quando sua filha se torna o novo alvo do assassino, trazendo de volta todos os fantasmas que acompanham a protagonista desde o primeiro filme.

Crítica | Pânico 7 (2026)

O Ghostface desta nova entrada é particularmente brutal. A violência gráfica – algo que vinha se intensificando nos capítulos mais recentes da saga – aparece aqui de forma ainda mais visceral. No entanto, esse potencial acaba parcialmente desperdiçado por um roteiro que raramente consegue transformar a brutalidade em verdadeiro impacto dramático. A trama se desenvolve de maneira pouco surpreendente e, ao final, recorre ao expediente já tradicional do subgênero: a longa explicação do plano do assassino. Embora esse tipo de revelação faça parte da identidade da série, aqui o procedimento soa excessivo, com motivações e detalhes sendo minuciosamente verbalizados em vez de integrados de forma mais orgânica à narrativa.

Apesar dessas fragilidades, o filme apresenta alguns elementos interessantes. Um dos mais relevantes é a tentativa de relacionar a lógica dos assassinatos com o ambiente tecnológico contemporâneo. A presença da inteligência artificial como potencial instrumento de manipulação e vigilância cria um diálogo direto com inquietações do presente. Esse aspecto, ainda que não revolucionário, é explorado com mais consistência do que em produções recentes que também flertaram com o tema, como Brinquedo Assassino e M3GAN.

Crítica | Pânico 7 (2026)

Outro ponto forte é o retorno de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott, a final girl mais emblemática da franquia. Sua presença funciona como eixo de estabilidade para a narrativa e ajuda a manter a continuidade simbólica da série. A personagem é utilizada de maneira eficaz, o que faz com que as ausências de Jenna Ortega e Melissa Barrera sejam muito menos sentidas do que se poderia imaginar.

No fim, Pânico 7 não representa uma reinvenção significativa da fórmula. O filme repete muitos dos mecanismos já conhecidos da franquia, inclusive suas limitações narrativas. Ainda assim, cumpre aquilo que o público espera da série: sequências violentas, momentos de suspense construídos em torno de um enredo intrincado e uma dose constante de nostalgia ligada à longa trajetória de Sidney. Não é um capítulo particularmente inovador, mas preserva os elementos que mantêm viva a identidade da saga, consagrando-se como uma entrada essencial para a série.


Crítica | Pânico 7 (2026) - por Douglas Esteves Moutinho

 
 

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